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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Não temas

Não temas

Irmãos, todos passamos por aflições ao longo da vida. Algumas circunstâncias são tão devastadoras que não vemos saída. Esse foi o caso do servo de Elizeu, chamado Geasi . A palavra do senhor diz que o servo acordou pela manhã e viu a cidade cercada por um exército. Geasi tremeu diante da situação. Então Elizeu assim disse: “Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” e orou para o Senhor abrir os olhos do seu servo. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.
Podemos perceber como a bíblia é um livro magnífico e atemporal. A situação vivida por Geasi é a mesma que passamos quase todos os dias. O problema de Geazi, como também o nosso, é achar que estamos sozinho nesta luta. O pecado cega a nossa visão espiritual, sem a qual nada podemos ver além da circunstâncias naturais da vida e compreender os planos de deus.
Mas como podemos ter essa visão espiritual? Somente através de Jesus Cristo. Podemos confirmar essa palavra através do Evangelho de Marcos 8.22-25:
“Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele. Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: "Você está vendo alguma coisa? "
Ele levantou os olhos e disse: "Vejo pessoas; elas parecem árvores andando".
Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente.
Jesus mandou-o para casa, dizendo: "Não entre no povoado! " Marcos 8:22-26”
Existe um deus que está no controle de todas as coisas. Tem um deus que vai na nossa frente: “Eu irei adiante de você e aplainarei montes; derrubarei portas de bronze e romperei trancas de ferro”. (Isaías 45, 2)

Recomendação de leitura

(2 Reis 6:15-17; Marcos 8:22-26)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Sexto Milagre de Jesus - II



            “1. Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. 2. Seus discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? " 3. Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. 4. Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. 5. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo".6. Tendo dito isso, ele cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem. 7. Então lhe disse: "Vá lavar-se no tanque de Siloé" ( que significa Enviado ). O homem foi, lavou-se e voltou vendo.”

Continuando o estudo do sexto milagre de Jesus contado por João, vamos estudar um pouco a postura dos discípulos. Após Jesus parar e ir ao encontro daquele homem cego de nascença, os seguidores de Jesus lhe arranjaram uma perguntam maldosa: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?" De muitas formas os discípulos se sentiam superiores às demais pessoas. Pensavam da seguinte maneira: Eu nasci com boa visão, então não sou pecador, mas aquele nasceu cego, consequentemente carrega um pecado a ser expiado por toda sua vida.

                Os sentimentos de Jesus foram totalmente opostos aos de seus discípulos, pois teve o desejo profundo de ajudar o pobre homem, enquanto seus discípulos almejaram humilhá-lo. Em nenhum momento percebemos o desejo daqueles seguidores em orar por aquele homem e pedir sua cura, mas foram capazes de dizer: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?".

Percebemos que os discípulos estavam focados no pecado, enquanto Jesus estava focado no amor de Deus. O pensamento acusador sempre esteve presente em nossa sociedade. Tendemos a jogar a culpa de algum mau em alguém. De quem é a culpa daquele menino se drogar na rua, dele ou do pai? De quem é a culpa daquela pessoa ser tão mau caráter, dele ou de seus pais? Todos nós continuamos julgando as pessoas como pecadoras e miseráveis, porem Cristo as vê como seres carentes da sua graça e de sua misericórdia. Logo vem a questão: Porque deveria orar por um mau caráter? Porque Jesus é o maior especialista em transformação de caráter deste mundo. 

Quando estamos nas trevas e nos deparamos com a luz, os olhos doem. O incômodo vem não porque enxergamos mais claramente o outro, mas porque descobrimos quem realmente somos. Já quando não clamamos pela vida do outro é como se tivéssemos virado as costas para a luz de Jesus.

No texto narrado por João não temos apenas a história de um homem cego, mas a história de um homem que teve seus olhos abertos e sua alma iluminada. Não importa quem é o homem cego em sua vida, o que importa é que esse cego necessita de sua compaixão.  Esse cego precisa de você, olhe para ele. Não o trate como uma pessoa invisível, principalmente quando o cego for você mesmo. 

Essa é a história de um homem que conheceu Jesus e testemunhou a grande transformação que foi realizada em sua vida. Tenho certeza que cada um que foi transformado por Jesus tem uma história para contar. A história do que cristo fez em você. A história da transformação de sua alma.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reações privada de pacificação


                Vimos nas mensagens anteriores algumas reações aos conflitos que só atrapalham o processo de pacificação. Conforme analisado, tendemos a fugir dos nossos conflitos ou adotamos reações de agressão àqueles que discordam de nossa opinião ou de nossos desejos. Nessa mensagem, vamos analisar reações de pacificação que visam a encontrar soluções justas e agradem ambas as partes.
 Comentaremos aqui as três reações de pacificação adotadas privativamente, ou seja, aquelas que envolvem apenas você a outra pessoa. A primeira delas é negligenciar ou ignorar uma ofensa. Essa reação é bastante aconselhada para aqueles conflitos de menor potencial lesivo, onde perdoamos o nosso ofensor e decidimos não falar mais sobre o assunto. Ao adotarmos essa postura, deixamos de reter o ódio e amargura em nosso coração, evitando o surgimento de ofensas maiores e potencialmente destrutivas.
A segunda reação privada de pacificação é a reconciliação. Sabemos que se uma ofensa for séria demais para ignorarmos, precisamos solucioná-la através da confissão ou do perdão. Logo, devemos procurar nosso ofensor e pedirmos perdão pelos nossos erros. “[Se] teu irmão tem alguma coisa contra ti [...] vai reconciliar-te” (Mt 5.23,24).
 Em alguns casos, conseguimos solucionar apenas as questões de relacionamento, porém pode ser que restem ainda questões materiais a ser solucionadas. Esses conflitos materiais devem ser resolvidos através da negociação cooperativa, onde ambas as partes devem sair satisfeitas com a solução da controvérsia. “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” (Fp 2.4, NTHL).
As reações aqui analisadas são chamadas de pacificação pessoal, porque podem ser adotadas apenas entre você e a outra pessoa envolvida. A grande maioria dos conflitos pode e deve ser resolvida deste modo. Porém, somos humanos e muitas vezes guardamos ódio e rancor no nosso coração. Nesses casos, necessitamos do envolvimento de outra pessoa capaz de nos ajudar a superar as dificuldades e busca a resolução do conflito. Essas reações chamadas de “pacificação com ajuda” será objeto de análise na próxima mensagem.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Conflitos - II


Após analisarmos a “falsa paz”, onde as pessoas estão mais interessadas em evitar um conflito a efetivamente solucioná-los, vamos estudar a “quebra da paz”. A primeira é uma maquiagem do conflito, já na segunda os participantes são gladiadores, onde o objetivo é eliminar qualquer oposição a um desejo sem medir as consequências dos seus atos.
A primeira resposta baseada na quebra da paz é através do ataque verbal, violência física ou esforços para prejudicar de forma financeira ou profissional. Muitas vezes, por falta de controle emocional, começamos a ofender o outro até mesmo por motivos banais. Quando a agressão verbal não é cuidada, pode chegar à agressão física. Nesse momento perdemos a vergonha e a paz é mais difícil de ser alcançada.
Outra maneira de reagimos ao conflito é através do litígio, ou seja, a transferência de seu conflito pessoal para a justiça.  O litígio é caro e demorado, onde a vontade das partes é substituída por um terceiro. Normalmente os relacionamentos ficam prejudicados e a justiça raramente é realizada completamente.
  Por fim, em casos extremos, quando não é resolvido na agressão ou na justiça, as pessoas estão tão desesperadas para vencer o conflito que tentam eliminar seu oponente.
No próximo post, veremos quais são os modos que um conflito pode ser resolvido.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Conflitos - I

Todos nós passamos por conflitos em nossa vida. Até mesmo em nossa família temos aquelas brigas diárias com nossos irmãos. Esses conflitos, quando não resolvidos, podem guardas magoas e ressentimentos por toda a vida, logo teremos que resolvê-los o mais rápido possível para termos uma vida perfeita e harmônica.
                Muitas pessoas não conseguem resolver seu relacionamento. Ao primeiro sinal de um dano, tentam fugir do problema ou até mesmo nega sua existência. Essa atitude é mais comum do que possamos imaginar e, com certeza, você já fez isso alguma vez na sua vida. Quer um exemplo? Alguém já lhe perguntou se estava tudo bem e a resposta foi que sim, mas no interior do seu coração você estava sofrendo, fato que chamamos aqui de falsa paz.
O primeiro passo para a resolução de um conflito é admitirmos a sua existência. A medida que fugimos, os conflitos tendem a ser mais sérios e danosos com o passar do tempo, pois tem a força de enraizar os problemas em nossos pensamentos, do qual não podemos fugir. Podemos observar que grande parte das pessoas que cometeram suicídios foram aquelas que fugiram do seu problema até ser dominada totalmente por eles e não ver mais qualquer brecha para a solução.
No momento que admitirmos a existência de um problema, já estamos a procura de uma solução, é um processo automático. A resolução para o conflito pode estar na nossa frente, porém estamos cegos, pois nossos olhos estão fechados até mesmo para o problema. Abra seus olhos e admita o problema, é o primeiro passo para que ele não faça mais parte da sua vida.