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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Sexto Milagre de Jesus - I



                Vários foram os milagres realizados por Jesus Cristo e cada um deles deixou um ensinamento à humanidade. Neste texto, iremos falar um pouco sobre o sexto milagre de Jesus, narrado no capítulo 9 do Livro de João.

Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: "Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? " Disse Jesus: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele.Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo". Tendo dito isso, ele cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem.Então lhe disse: "Vá lavar-se no tanque de Siloé" ( que significa Enviado ). O homem foi, lavou-se e voltou vendo. 

                Através da narrativa de João, podemos perceber diferenças na forma que Jesus realizou esse milagre em relação aos demais. O senhor realizou o milagre sem qualquer pedido ou provocação daquele cego de nascença. Compadeceu-se daquele homem, parou e foi realizar o milagre na vida daquela pessoa. Em passagens anteriores da bíblia, sempre houve um pedido expresso ou provocações para que o Senhor agisse em uma determinada circunstância. Assim foi na ressurreição de Lázaro através da fé de Marta, relatada em João 11:1-46, e na cura do cego Bartimeu, relatada em Marcos 10:46-52.
 

Não interessa quem seja a pessoa, sempre será digna de atenção, de amor e de afeto segundo os olhos de Deus. Jesus foi até aquele cego sem qualquer súplica de sua parte, demonstrado o amor incondicional que Deus tem por nós. Quantas vezes encontramos pessoas com algum tipo de deficiência ou carência que as coloca em situação de vulnerabilidade e sequer paramos para ajudá-las ou até mesmo dar um pouco de atenção? Quantas vezes alegamos que não temos, quando na verdade temos de sobra? Ou mesmo damos algo sem ao menos olhar para o necessitado e lhe dar algum tipo de atenção?


Jesus não continuou passando, parou. O povo daquela região o havia rejeitado e tentou apedrejá-lo, mas Jesus volta e cura aquele cego, demonstrando que o amor de Deus não tem espaço para a vingança e está presente mesmo naqueles que a sociedade considera como inúteis.


Quem é o cego desta história? E um homem que não conhecia Jesus, que andava errante, um coitado que andava nesse mundo. Quem é o cego nesta história? Sou eu. Em áreas da minha vida em que Cristo ainda não foi revelado.


Não importa quem é o cego. Esse cego não precisa de sua língua afiada, mas de sua compaixão. Esse cego precisa de você, olhe para ele. Não o trate como pessoa invisível, muito menos se o cego for você mesmo.


Essa a história de um homem que conheceu Jesus e testemunhou a grande transformação foi feita em sua vida. Tenho certeza que cada um que foi transformado por Jesus tem uma história para contar. A história do que cristo fez em você. A história da transformação de sua alma.


Continua....

sábado, 10 de dezembro de 2011

Reações privada de pacificação


                Vimos nas mensagens anteriores algumas reações aos conflitos que só atrapalham o processo de pacificação. Conforme analisado, tendemos a fugir dos nossos conflitos ou adotamos reações de agressão àqueles que discordam de nossa opinião ou de nossos desejos. Nessa mensagem, vamos analisar reações de pacificação que visam a encontrar soluções justas e agradem ambas as partes.
 Comentaremos aqui as três reações de pacificação adotadas privativamente, ou seja, aquelas que envolvem apenas você a outra pessoa. A primeira delas é negligenciar ou ignorar uma ofensa. Essa reação é bastante aconselhada para aqueles conflitos de menor potencial lesivo, onde perdoamos o nosso ofensor e decidimos não falar mais sobre o assunto. Ao adotarmos essa postura, deixamos de reter o ódio e amargura em nosso coração, evitando o surgimento de ofensas maiores e potencialmente destrutivas.
A segunda reação privada de pacificação é a reconciliação. Sabemos que se uma ofensa for séria demais para ignorarmos, precisamos solucioná-la através da confissão ou do perdão. Logo, devemos procurar nosso ofensor e pedirmos perdão pelos nossos erros. “[Se] teu irmão tem alguma coisa contra ti [...] vai reconciliar-te” (Mt 5.23,24).
 Em alguns casos, conseguimos solucionar apenas as questões de relacionamento, porém pode ser que restem ainda questões materiais a ser solucionadas. Esses conflitos materiais devem ser resolvidos através da negociação cooperativa, onde ambas as partes devem sair satisfeitas com a solução da controvérsia. “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” (Fp 2.4, NTHL).
As reações aqui analisadas são chamadas de pacificação pessoal, porque podem ser adotadas apenas entre você e a outra pessoa envolvida. A grande maioria dos conflitos pode e deve ser resolvida deste modo. Porém, somos humanos e muitas vezes guardamos ódio e rancor no nosso coração. Nesses casos, necessitamos do envolvimento de outra pessoa capaz de nos ajudar a superar as dificuldades e busca a resolução do conflito. Essas reações chamadas de “pacificação com ajuda” será objeto de análise na próxima mensagem.